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ESTUDO DE CASO

Page history last edited by antoniomartins 2 years, 10 months ago

 

 

ESTUDO DE CASO

 

 

NOME: B.

 

IDADE: 14

 

Diagnostico síndrome de Asperger.

 

 

A Síndrome de Asperger é considerada um transtorno localizado no ponto mais alto do final do continuum do autismo. Comparando as pessoas incluídas neste continuum, Van Krevelen (citado em Wing, 1991) observou que a criança com autismo com nível de funcionamento baixo “vive num mundo próprio”, enquanto a criança com autismo com funcionamento mais alto, “vive no nosso mundo, mas à sua própria maneira”.

 

O aluno possui dificuldade na comunicação verbal e não verbal inflexibilidade de pensamento, dificuldade de trabalho em equipe, pois tem uma abordagem egocêntrica dos assuntos, falta de destreza motora. QI acima da média, bom nas tarefas que exigem memória factual, possui excelente memória para caminhos, acontecimentos, lê rapidamente sem compreender o que lê, tem disgrafia, aceita mudanças com relutância, dificuldade no pensamento abstrato, vê o detalhe mas não o todo, dificuldade em ambientes menos estruturados, sonha acordado, tem pouca auto-estima, tendência depressiva e de isolamento, tem falta de senso comum.

 

DIFICULDES DE APRENDIZAGEM. Tendência a fazer comentários irrelevantes, interrompendo muitas vezes, falando em sobreposição aos discursos dos outros, postura de comunicação numa posição próxima do outro, incapacidade de compreender gestos e expressões faciais. Apresenta ainda dificuldades tais como compreender linguagem complexa, seguir instruções, compreender a intenção das expressões/palavras com significados múltiplos.

 

DIFICULDADES NA INTERAÇÃO SOCIAL - Dificuldade em compreender regras da interação social, ingênuo, interpreta literalmente o que é dito problemas coma distância social, falta de tato, regras sociais não escritas, se compreende aplica rigidamente, gosta de fazer amigos, porém não sabe como, obsessividade, fala incessantemente sobre seu assunto favorito, tendo dificuldade em mudar de assunto.

 

CONCENTRAÇÃO - Frequentemente fora da tarefa, distraído, desorganizado, dificuldade em manter atenção.

 

HABILIDADES- Os apontamentos são caóticos, escrita desordenada e pobre, incapacidade de lembrar informações múltiplas ou complexas, esquece material na sala de aula, cadernos desleixados, capacidade reduzida de organizar os apontamentos no papel, excelente memória visual, desenhos imaturos O aluno B. apresenta muitos pontos fortes e um grande potencial. No entanto, algumas dificuldades são aparentes. Muitos dos comportamentos desajustados, não estão sob seu controle. Há ocasiões em que não sabe de modo instintivo com agir. Não mente, quando faz é apanhado imediatamente, tem sentido de justiça muito apurado, é dedicado e leal às suas amizades.

 

 

Estudo de caso 2

 

Aluno: D.

idade: 13 anos completados em março de 2009

Observação feita em 3 (três) Tardes.

 

 D. entrou na escola com 07 anos, frequenta atualmente o 2.º ano do Ensino Fundamental, correspondente a 1.ª série do ensino de 8 anos.

Apresenta problemas neurológicos moderados que influi decisivamente na sua aprendizagem, hoje reconhece somente s letras B,D,X, e A, encontando-se no nível pré-silábico. Desconhece as letras iniciais das palavras.

Morador do bairro salomé em Alvorada, sua família é constituída  pelo pai, mãe, irmã, e dois irmão, sendo D. o mais novo da família. Todos são alfabetizados, menos a mãe e D.

O pai trabalha como operador de máquinas, os irmãos são pedreiros, a mãe é do lar.

O D. tem dificuldade também em matemática, não sabe calcular, adicionar, subtrair, pois não conhece os numeros.

Como trabalho na Secretaria da Saúde, consegui uma avaliação do D. com o Viver, e a psicóloga fez encaminhamento para Neuro Pediátrica, que atestou Cid. 70, que é retardo mental leve. 

A escola tem SOE, com uma orientadora atenta e capacitada, só que a criança neste período não teve nenhum atendimento especializado, a familia por conta própria tentou neurologista, não conseguindo.Ppelo setor de regulação do Município consegui uma consulta no Hospital de Clínicas para o mês de agosto, para exames e uma avaliação definitiva. A Neuropediatra, aconselhou a mãe a colocar a criança em uma classe especial.

A professora participou comigo de todos os passos, é interessada, porém falta estrutura e acompanhamento especializado na escola, onde não recebe suporte adequado para lidar com o caso, até por isso não existe uma proposta difrenciada para a criança, quer realiza todas as atividades normais com a turma.

D. é calmo e prestativo, sendo o "ajudante da professora" , no meu ver até por isso, que as professoras por qual passou D. não se interessaram muito pelo seu caso, pois D. não "incomoda" , tem um convívio harmonioso com os colegas, conseguindo trabalhar em equipe.

Alguns dos seus trabalhos em sala de aula.

 

 

 

 

 

 

 

RELATÓRIO

 

                            Para a elaboração do dossiê tive de início alguns problemas com a realização do levantamento de informações nas escolas, pelo tabu que se criou com relação ao assunto inclusão. As opiniões da comunidade escolar (alunos, pais, professores, equipes técnicas, funcionários e diretores) sobre o papel das escolas nesse processo divergem muito, com alguns achando importante, outros fazem referência às dificuldades enfrentadas pela escola na hora de ter alunos PNE.

                          Identificar os principais problemas, e a abordá-los ao longo dos trabalhos não foi tarefa fácil, pois como professor nunca trabalhei com crianças Portadoras de Necessidades Especiais. As professoras que solicitei materiais sobre sua experiência em sala de aula, muitas vezes não foram receptivas, pois grande parte delas não utiliza métodos diferenciados em sala de aula como subsídios para trabalhar com PNE, levando as crianças a não terem progressos na aprendizagem.

                         As escolas não fazem reflexão com suas equipes escolares no processo de construção de seus respectivos projetos político-pedagógicos, que inclua o aluno PN que busquem ampliar as possibilidades de transformação da prática escolar por meio de informações, possibilitando às equipes escolares conhecer e se apropriar de uma metodologia e instrumentos que possibilitem as escolas praticarem verdadeiramente a inclusão, com a definição de princípios, objetivos, metas e ações.

                         Na construção do Dossiê não foi possível aprofundar o foco no trabalho pedagógico, estabelecendo relações entre aquilo que se propõe com a inclusão e que historicamente as escolas têm construído. A nosso ver, as escolas devem ter como objetivo para os PNE, uma educação humanizadora, voltada para o desenvolvimento de valores éticos e de convívio social, os projetos e ações devem ser voltados para o desenvolvimento de atitudes e valores, pois é o que precisam os PNE, vivenciarem o clima da escola, e sua relação com os outros alunos, mas para isso deve haver comprometimento dos profissionais, professores, pais e alunos.

Comments (3)

Simone Ramminger said

at 11:34 am on Jun 9, 2009

Antonio vejo que conseguiste escolher e registrar alguns dados sobre o sujeito do teu estudo de caso. Procuraste preservar a identidade do menino, isso é importante. Por que escolheste o B. para fazer teu estudo de caso? O que te chamou a atenção? Sabes a profissão dos pais e condições socioeconômicas da família?
Conseguiste fazer relações do material da unidade 5 com o teu caso?
A atividade da unidade 5 consiste em continuar o registro escrito de teu Estudo de Caso abordando o seguinte item: História de vida do aluno (avaliação inicial, diagnósticos (médicos, outros), encaminhamentos, atendimentos complementares especializados, processos investigativos). Podes acrescentar outras informações que achares relevantes. A atividade da unidade 6 já está disponível no Rooda, em aulas.Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 7:48 pm on Jul 1, 2009

Antonio no estudo de caso 2 apresentas o aluno e a sua família, avaliação inicial, diagnósticos, encaminhamentos, atendimentos complementares especializados, processos investigativos. Além disso, falas sobre o relacionamento do menino com a professora e colegas, da aprendizagem, dos movimentos que não existem para a inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio) e do aluno. Sabes mais alguma informação sobre o envolvimento da família no processo de inclusão escolar? Como é sua rotina fora da escola? Qual é a história do menino antes de ingressar na escola? Referes que o aluno está na escola desde os 7 anos. Sabes como foram esses anos? A avaliação do menino é feita da mesma maneira que a dos demais colegas?
No texto "Deficiência Mental e Família: Implicações para o Desenvolvimento da Criança", Silva e Dessen falam sobre a importância do ambiente e da cultura para o desenvolvimento da criança: " A gama de interações e relações desenvolvidas entre os membros familiares mostra que o desenvolvimento do indivíduo não pode ser isolado do desenvolvimento da família (Dessen & Lewis, 1998)". Conseguiste ler? Vale a pena.
Sugiro que complementes no teu relatório as idéias solicitadas na atividade 7, até o dia 03/07/09.
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone

Simone Ramminger said

at 6:04 pm on Jul 5, 2009

Antonio no texto AVALIAÇÃO E INCLUSÃO ESCOLAR: DESAFIOS, CONFLITOS E POSSIBILIDADES, Christofari traz uma questão importante sobre avaliação: "Dentre tantas questões que entram em pauta quando nos referimos à educação que prima pela inclusão escolar, podemos destacar uma que nos oferece um grande desafio: como avaliar a aprendizagem dos alunos sem que essa prática se torne instrumento de exclusão e de fracasso escolar?" Que outros pontos te chamam a atenção nesse texto e que podes relacionar com a tua prática?
Aguardamos as conclusões do teu estudo de caso, que devem vir integradas com os materiais lidos e vistos ao longo do semestre. Ok?
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - tutora sede EPNE

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